Jamila Mafra
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21/05/2018 09h05
Cidades do Futuro. Ano 2500. Prólogo. Admirável Velho Mundo. Ficção Científica. Scifi Cyberpunk

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           Nebulosa Marylin nasceu no planeta Terra no ano de 2481 d. C, na megalópole São Paulo. Era uma jovem solitária e órfã de pai justamente no momento em que os homens eram escassos no mundo, naquele século pouco mais de oitenta por cento da população mundial era composta por mulheres.  
            A maior parte dos meninos concebidos era de natimortos, até mesmo aqueles gerados artificialmente, nas incubadoras chamadas de vitros de gestação, não sobreviviam. A princípio não havia uma causa biológica nem científica conhecida que explicasse este fato, mas a ciência procurava incansavelmente uma resposta para tal fenômeno que intrigava toda a humanidade.
            Olhar para o passado e perceber como a Terra um dia foi bela era mais que uma tristeza para Nebulosa, era como não querer estar no presente e nem presenciar o que a realidade se tornou. No coração dela as lembranças boas machucavam mais do que as ruins.
            A convivência cotidiana entre seres humanos e robôs humanoides com alto nível de consciência confundia os sentimentos, os androides eram seres tão reais, como poderiam ser apenas máquinas? Principalmente ao se tratar de androides masculinos perante o exército de mulheres solitárias.
           Nem mesmo a avançadíssima tecnologia podia suprir a falta dos recursos naturais que deixava as megalópoles tão cinzas. Todas as ruas e casas sem árvores, sem plantas, sem animais domésticos, a radioatividade vinda dos vazamentos de usinas nucleares e das bombas atômicas dos séculos anteriores destruíram os ecossistemas, a fauna e a flora, de modo que somente os moradores muito ricos das cidades ecológicos tinham acesso, embora restrito, aos bens biológicos como plantas, animais e alimentos naturais, tudo reproduzido em pouca quantidade em laboratórios caríssimos.
                O velho mundo era mesmo admirável, suas lembranças faziam Nebulosa Marylin desejar ter nascido no passado onde a natureza não era apenas hologramas, onde seres vivos não eram apenas máquinas, a não ser pelo fato de nos séculos anteriores os animais terem sido mortos em larga escala para serem consumidos, pois no século XXV já não havia mais animais, nem mesmo em quantidade mínima, pra servirem de alimentos aos humanos. Vegetais sintetizados eram tudo que restou.

JM JAMILA MAFRA


Publicado por Jamila Mafra em 21/05/2018 às 09h05
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